ITBI bate recorde em 2025: mercado capixaba arrecada R$ 441,3 milhões
O Espírito Santo registra maior arrecadação de ITBI da história: R$ 441,3 milhões em 2025, crescimento de 7,2% apesar de juros elevados. Vila Velha e Cariacica lideram expansão, responsáveis por 57,8% do aumento estadual.
Recorde histórico de arrecadação imobiliária
O mercado imobiliário capixaba encerrou 2025 com resultado expressivo nos cofres municipais. A arrecadação do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) alcançou R$ 441,3 milhões no Espírito Santo, o maior valor registrado em toda a série histórica do estado. Esse montante representa crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo dados do anuário Finanças dos Municípios Capixabas, elaborado pela Aequus Consultoria.
Crescimento apesar de juros elevados
O desempenho é particularmente notável porque ocorreu em um cenário econômico desafiador marcado por juros elevados que encareceram significativamente o financiamento imobiliário tradicional. Em nível nacional, o Banco Central registrou retração de 2,9% nas aquisições de imóveis financiados em 2025, totalizando R$ 313,9 bilhões — uma redução de aproximadamente R$ 10 bilhões em relação ao ano anterior. O Espírito Santo, porém, conseguiu avançar em meio a essa contração, demonstrando resiliência e solidez do mercado local.
Impulsionadores do crescimento
Dois fatores principais sustentaram a arrecadação recorde. O primeiro foi a movimentação aquecida do segmento de alto padrão, cujos compradores utilizam maior volume de recursos próprios e são menos afetados pelas restrições de crédito tradicional. O segundo foi a continuidade de programas habitacionais com condições de financiamento diferenciadas, como Minha Casa, Minha Vida, que mantiveram o ritmo de transações e democratizaram o acesso à moradia para outras faixas de renda.
Vila Velha e Cariacica: epicentros da expansão
Entre os municípios capixabas, Vila Velha e Cariacica foram os maiores contribuintes para o aumento da arrecadação em valores absolutos. Vila Velha registrou crescimento de aproximadamente R$ 9,9 milhões, enquanto Cariacica apresentou incremento de R$ 7,1 milhões. Somadas, as duas cidades responderam por 57,8% de todo o aumento registrado no estado. Esses números refletem a expansão imobiliária observada nos dois municípios, impulsionada por novos empreendimentos residenciais, comerciais e pelo processo de valorização urbana em andamento.
Movimento desigual: Vitória e Serra em retração
Nem todos os maiores municípios acompanharam a trajetória de crescimento. Em Vitória, a arrecadação com ITBI caiu 1,9% em comparação com 2024, representando redução de aproximadamente R$ 2 milhões. A Serra também apresentou retração, de 1,6%. Esse fenômeno pode estar relacionado à saturação relativa do mercado nessas cidades mais consolidadas e à migração de investimentos para áreas de expansão com maior potencial de valorização futuro.
Cidades menores em expansão
Entre os municípios de menor porte, os maiores avanços proporcionais foram registrados em Ibitirama, Marilândia, Santa Leopoldina e Pinheiros, com crescimentos que chegaram a mais do que dobrar a arrecadação em relação a 2024. Em cidades pequenas, oscilações expressivas costumam estar ligadas a operações pontuais de maior valor, como vendas de propriedades rurais, áreas destinadas a grandes empreendimentos ou imóveis comerciais de relevância regional.
ITBI como indicador econômico confiável
O ITBI é considerado um dos principais indicadores do comportamento do mercado imobiliário local porque é pago a cada transferência onerosa de propriedade — nas compras e vendas de casas, apartamentos, terrenos e outros bens imobiliários. Sua arrecadação acompanha diretamente o ritmo de negociações e a valorização dos imóveis. Em 2025, o imposto respondeu por aproximadamente 8% de toda a arrecadação tributária dos municípios capixabas e representou 1,7% da receita corrente das prefeituras.
Peso diferenciado em cidades litorâneas
O impacto do ITBI varia segundo a dimensão do mercado imobiliário de cada município. Guarapari registrou a maior participação do imposto sobre a receita corrente municipal em 2025, com 4,8% — mais de duas vezes a média estadual de 1,7%. Na sequência aparecem Vila Velha, com 4,1%, e Vitória, com 2,9%. Cidades litorâneas e com maior estoque imobiliário historicamente concentram maior volume de transações e, portanto, maior dependência da arrecadação do ITBI.
O que isso significa para o mercado
O recorde de arrecadação de ITBI em 2025 é sinal inequívoco de que o mercado imobiliário capixaba mantém vitalidade, capacidade de inovação e resiliência mesmo diante de desafios econômicos. Para investidores e compradores, isso significa que o estado continua atrativo e que as transações imobiliárias geram receitas municipais importantes que ampliam recursos para investimentos em infraestrutura, educação e serviços públicos. A movimentação aquecida no setor beneficia construtoras, incorporadoras, imobiliárias, instituições financeiras e, em última análise, toda a comunidade. Os dados indicam que este é um momento propício para investir em imóveis na Grande Vitória, especialmente em áreas de expansão como Vila Velha e Cariacica, onde a valorização está em andamento e o mercado está aquecido.
Baseado em informações publicadas por conexaoes.com.br.
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